terça-feira, 19 de novembro de 2013

quadra partida

sentia-se um gênio
à frente de seu tempo

em sua velhice precoce
era só genioso, e só

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Joaquim Barbosa, cotas, imagens

Originalmente postado no Facebook, dia 24/11/2012

Quem vem postando fotografias do ministro Joaquim Barbosa com textos anticota sabe que vem fazendo papel de bobo? Se não sabe, lá vai:

- Da transcrição da audiência pública referente ao tema de cotas na UnB (texto integral:http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/processoaudienciapublicaacaoafirmativa/anexo/notas_taquigraficas_audiencia_publica.pdf ), destaco a primeira fala do ministro J. Barbosa:

Senhor Presidente, Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, senhores participantes, é com muita satisfação que também participo dessa cerimônia de abertura das audiências públicas que visam a colher subsídios de experts e representantes governamentais e da sociedade civil sobre o magno tema relacionado à questão da igualdade substancial ou da tentativa de inserção consequente de minorias no sistema produtivo e educativo do nosso País.
Vejo como extremamente alvissareira essa nossa primeira experiência. Vejo como o encontro da sociedade sobre um tema sobre o qual ela nem sempre quis discutir com a devida abertura. Vejo como extremamente positivo, e é um prazer estar aqui neste momento.

- Não sabe como funcionam as cotas na UnB? Por preguiça, comodismo ou preconceito? De qualquer modo, aí vai o link:http://www.unb.br/estude_na_unb/sistema_de_cotas#perguntas

- No Currículo Lattes do ministro, que surpresa, um livro sobre ações afirmativas:http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4781436A8#LivrosCapitulos

- Ainda sem esgotar o tema, vamos ao clipping do STF:http://www.stf.jus.br/portal/cms/vernoticiadetalhe.asp?idconteudo=206042

Perdi uns minutos pesquisando, mas só porque fiquei injuriado de ver como conseguem compartilhar mensagens pensando que dão peso ao que pensam e não percebem que apenas mostram que não sabem de que estão falando. Falando, não: "compartilhando".

sábado, 16 de novembro de 2013

Jamais me convide para beber. Não há coleguismo na empunhadura do copo ou transfiguração que me faça enxergar a felicidade escondida no álcool. Não gosto, simplesmente.

É curioso ter uma postura dessas num mundo em que todos bebem. Mais curioso é pensar desse modo e passar a noite lendo Omar Khayyam. Bom, ao menos, alguns de seus versos me absolvem.

Considera com indulgência os que bebem até a embriaguez.
Lembra-te de que tens defeitos maiores.
Se queres conhecer a paz e a serenidade, pensa
nos miseráveis que padecem os piores infortúnios e... acabarás por julgar-te feliz.
Só me cabe reconhecer minha arrogância e deixar os que se divertem do jeito deles lá, enquanto me divirto do meu cá.


domingo, 10 de novembro de 2013

A confusão de uma pessoa apaixonada geralmente tem um pouco de lugar-comum, outro tanto de expectativas e abertura ao inesperado. Além de um prenúncio à dor. Já diziam os antigos trovadores, "tu me confundes".


O que os olhos não Vem cá!
O coração não Sente-se, fique à vontade.

sábado, 2 de novembro de 2013

ao voltar de férias

pela duração do descanso merecido,
não houve tempo de negar o negócio
pelo meu ócio
já que a regra não beneditina – ora, bolas
me acossava, asseverando o retorno protocolado
em vias de fato, do funcionário 26/2252
a seu novo posto de trabalho:
próximo a uma janela com sol enquadrado em moldura
por conta de reconstrução de organograma,
de metodologias sem ângulos agudos,
de ave césar, do ministério da educação
tudo corrido, sem fôlego e sem pressa, ao longo dos anos.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Manual de olvido

aproveitar a procura
e não encontrar um nada de recordo
uma faca sem corte de tanto que cortou
uma foto seca, sem cor
um talo de flor que murchou dentro dum copo
alguma lembrança que por ventura se salvou

procurar fotos e não encontrá-las
visar o chão e não ver sangue derramado
ver-se no espelho e não reconhecer-se
em rugas, ricto e rasgos.

pensar na morte do leiteiro
na biblioteca sem fim no cacto
na Ismália nas pegadas do caminhante
no elefante no albatroz
enganar-se na porfia com falsa medida
cosendo com os pontos de Penélope.