Hoje seria seu aniversário. Teve choro aqui em casa, teve abraço e lembrança. Passamos um tempo pensando e outro lembrando.
E deu saudade. Dos seus chistes, de quando, sentado, cruzava as pernas, colocava os dedos no queixo e se quedava a escutar, antes de dar sua opinião sobre um assunto, de forma ponderada. Posso dizer que copiei a pose, já que nossos temperamentos se assemelhavam, e foi um modo que encontrei de tê-lo sempre perto, pelo maneirismo.
Claro que discordei de uma coisa aqui e outra ali, e todos concordamos que quem se torna lembrança não vira santo, mas no seu caso, tio, dá para dizer que o resultado da soma é positivo.
muita saudade,
Fernando Cardoso
08/10/2019