quinta-feira, 9 de julho de 2026

Carta ao tio Zé Cardoso

Hoje seria seu aniversário. Teve choro aqui em casa,  teve abraço e lembrança. Passamos um tempo pensando e outro lembrando.

E deu saudade. Dos seus chistes, de quando, sentado, cruzava as pernas, colocava os dedos no queixo e se quedava a escutar, antes de dar sua opinião sobre um assunto, de forma ponderada. Posso dizer que copiei a pose, já que nossos temperamentos se assemelhavam, e foi um modo que encontrei de tê-lo sempre perto, pelo maneirismo.

Claro que discordei de uma coisa aqui e outra ali, e todos concordamos que quem se torna lembrança não vira santo, mas no seu caso, tio, dá para dizer que o resultado da soma é positivo.


muita saudade,

Fernando Cardoso

08/10/2019

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