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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Música medieval

As coisas estão bem corridas (tenho um livro para entregar semana que vem, não deveria estar escrevendo neste momento, mas agora já estou) e quero falar sobre o tema deste texto de um modo menos de passagem, o que espero fazer brevemente. Deixarei apenas um registro rápido, o de que a caixa de música que carrego no peito ganhou mais um compartimento: às canções brasileiras do início dos anos 1930 até os 1960 juntam-se a música do Medievo europeu.

Estou fascinado pelo que venho ouvindo, desde a música de teor sacro até os Carmina Burana, e é bom frisar aqui que não estou falando de música erudita no sentido forte do termo, mas de cantigas, composições jogralescas, cançonetas, saltarellos e música de relativo teor popular.

Uma boa mostra disso é uma das canções do Carmina Burana, Tempus est iocundus (O tempo está alegre), interpretada pelo grupo espanhol Artefactum. E interpretada mesmo, basta ver as brincadeiras vocais ao final da canção, um belo modo de interpretar o amor e sua relação com o voto de virgindade dos monges -- os carmina são uma coletânea de canções de caráter múltiplo, desde poemas sobre o vinho, passando pelo amor e pelos jogos de azar, até hinos religiosos. Eles foram compostos entre os séculos XI e XIII por monges germânicos conhecidos como goliardos, estudantes que, como a maioria nos dias de hoje e em todos os tempos, gostavam de um pouco de bagunça. Mas é preciso ratificar que há muitas composições de fundo moralizante e mesmo satíricas, que batiam de frente com a Cúria Papal da época e suas vestes de brocados dourados.

Tempus est iocundum, interpretada por Artefactum.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Samba

Lembro-me de um comentário do Chico Buarque sobre o samba, dizendo que a letra chorava e a música sorria. Minha mãe está aqui ouvindo Adoniran e notei que em muitos sambas paulistas a música também chora. Em compensação, muitas vezes a letra gargalha e nós gargalhamos juntos.



Adoniran Barbosa - Despejo na favela




Adoniran Barbosa - Acende o candeeiro

sexta-feira, 6 de março de 2009

Just a man


Sky is clear tonight
Sky is clear tomorrow
A star is out
I reach for one to sparkle in my hand
A star is out
I will not touch you, I am just a man
Sky is clear tonight
Sky is clear tomorrow
And every night I shut my eyes
So I don't have to see the light
Shining so bright
I'll dream about a cloudy sky,
A cloudy sky
I'll dream about a cloudy sky, a cloudy
Man was born to love-
Though often he has sought
Like Icarus, to fly too high-
And far too lonely than he ought
To kiss the sun of east and west
And hold the world at his behest-
To hold the terrible power
To whom only gods are blessed-
But me, I am just a man
And every night I shut my eyes
So I don't have to see the light
Shining so bright
I'll dream about a cloudy sky, a cloudy sky
And every night I shut my eyes
But now I've got them open wide
You've fallen into my hands
And now you're burning me
You're burning me


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Face a face

Puxa, eu havia esquecido de uma banda que marcou minha adolescência, Face to Face. Conheci-a no finado programa Skabadabadoo, na Brasil 2000 (que agora tem o nome sem-graça FM 107.3). Clássicos do hardcore do anos '90 como Blind e Ordinary mostram como é possível criar músicas com sentimento e 'punch'. Lembro quando eu atormentava meus amigos em meu primeiro emprego cantando Ordinary o dia inteiro. Bom, eu cantava tudo errado, mas cantava empolgado.




what if I'm right and you are wrong?
what if you knew it all along?
what if I figured out that I did not belong?
what if it always bothered me?
what if I never did believe?
would it be wrong if I decided I should leave?
if I pretended I was blind
and struck it from my mind
would it still be there?
what if I'd do anything to make it seem all right
it's all right
what if it's all inside my head?
what if those words were never said?
would it be easier if I could just forget?
what if I didn't run away?
could it be any other way?
would it be wrong if I decided I should stay?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Marcha Turca

Marcha Turca, composição de W. A. Mozart.

Transcrita para o violão e executada por William Kanengiser.






sábado, 17 de novembro de 2007


Muita gente conhece mais Noel Rosa pela imagem do que pela música. Especialmente pela sua autocaricatura, a mesma que ilustra este post. Estou entre esses, mas aos poucos descobrindo o mundo maravilhoso do samba dessa figura.

Vi Noel, Poeta da Vila nesse sábado e saí feliz da sala de cinema, com um sorrisão. Fico mais feliz ainda porque 2007 está sendo um ano de descobertas musicais para mim, e muita coisa de samba antigo, de música brasileira de qualidade feita só com nossos parâmetros, surgiu pra mim e foi ouvida com muita paixão. E devo isso à boa vontade de quem posta esses bons álbuns na internet.

Obrigado Noel! Obrigado a quem mantém nossa cultura viva, acesa e irradiando!