quarta-feira, 11 de maio de 2011

Pequenas mudanças

Mudei um pouco a descrição do blog.

Eu achava a anterior mais bonitinha e tudo o mais, mas um pouco pedante...
E troquei a foto também! A anterior era de 2006. De lá pra cá meu rosto mudou um pouco, o cabelo, as atitudes. Amadureci bastante ao longo desses anos, e pegando o que venho escrevendo, a diferença se nota.

Bom, vou deixar a antiga descrição aqui pra que fique registrada - e porque eu achei bonita, conforme já disse. ;)

"Aqui atualizo e exponho algumas das dúvidas, limitações e pequenas alegrias de meus dias, de modo titubeante e esparso, como cabe a um indeciso de mão cheia. É meu pequeno patíbulo onde mato as horas ainda não mortas, sepulto as ideias e vejo-as renascer sob outro signo."

Manhã de maio

Minha cabeça anda toda invencionada.
Pra todo o lado que olho,
que na verdade é o lado de dentro,
vejo a mesma coisa, escondida por mil cifras.
Embora eu desejasse explicar do modo simples,
as coisas só me vêm de jeito torto,
que é o jeito certo, já que galho não tem régua.

A melhor coisa a fazer é abrir a janela.
Sentir a lufada de ar rir no meio dos cachos,
a luz perene acariciar a pele
e a terra murmurar que está com sede.

domingo, 10 de abril de 2011

Nulo

O chão some, surge a queda.
A vala no fim da rua,
A água suja que a percorre.

Ausência de tristeza, de tudo.
Apenas um vazio,
Sem vento frio nem nada.

A própria vergonha de não saber sentir
sustenta
Impassível cariátide.

A face de mármore,
O peito anestesiado para a vida.
Um sentimento que não é um sentimento.

É um fim.

quinta-feira, 3 de março de 2011

28/02/11

Esta hora já passa das onze da noite, e a garoa boia esparsa e cai no asfalto, que rebrilha com as luzes dos faróis. O frio agora só é barrado pelos pêlos de meus braços, isso enquanto espero a passagem de algum táxi vazio que possa me levar para casa.

O serviço de rádio-táxi estimou cinquenta minutos de espera; agora, não há previsão. Em vez de acompanhar a queda da garoa da janela de casa, registro o movimento dos carros, tão pouco dissonantes quanto quereria eu que os fossem.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Meta e treino

Ultimamente eu tenho escrito muita coisinha miúda, sempre em forma de narrativas curtas, num espasmo que vem durando dois dias. A meta é permanecer treinando e escrevendo, seguindo o conselho de Braulio Tavares: "escrever sempre (um pouco, mas todo dia) é mais importante do que escrever muito."

A entrevista, por sinal, está muito boa e pode ser lida aqui.